26/10/2016 às 12h18min - Atualizada em 26/10/2016 às 12h18min

E um dia foi Caetê

Homenagem a Curiúva

Sílvio Luiz Rodrigues Martins

E um dia foi Caetê
Poesia que dá nome ao site
Autor: Sílvio Luiz Rodrigues Martins
 

 

 

E um dia foi Caetê
A mesma serra, a mesma terra, o mesmo mangue
Borges, Cunhas e Caingangues
e foi nascendo no sertão um novo sangue

Um sangue novo de origem tibagiana
com retoque da Serra do Piraí
O paradeiro das tropeiradas pampeanas
Caetê dos velhos nos seus tempo de guri.

Nas belas terras deste rincão antigo
safras de porco, raça nilo ou canastrão
Os pioneiros construíram seus abrigos
em poucos dias no sistema mutirão.

E Tibagi se apossou das cercanias
e lá surgiram numerosas serrarias
Como distrito o Caetê já era grande
e no sertão nova clareira já se expande.

Até que um dia mudou-se o dono da terra
passou pro norte sem haver luta nem guerra
prá um beato com graça de Jerônimo
Era de longe, era da serra.

E foi crescendo o Caetê no pé da serra
o mesmo mangue, a mesma terra
Mas outros homens, noutra era
gritaram com eloqüência:
Já somos grandes, somos livres!
Queremos independência!

E um dia foi Caetê
A liberdade veio digna
Mas a mudança foi maligna
com novo nome indígena a venerar pinhais
Cadê o Caetê? Caetê jamais...
Agora é Curi... Curiúva
E a serra do Caetê está viúva.

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